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11/10/17 07:31 - Atualizado em 11/10/17 07:43

Estudo da Abrinq revela desigualdades regionais no acesso e na qualidade da educação

As regiões Norte e Nordeste não devem atingir a meta do Plano Nacional de Educação.
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Melhorar a educação infantil e reduzir as desigualdades entre as regiões brasileiras no acesso e na qualidade da educação é um dos principais desafios do país para cumprir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas.
 
A análise é de um estudo da Fundação Abrinq, lançado hoje, que analisa os objetivos relacionados à educação e ao trabalho, cujas metas devem ser alcançadas até 2030.
 
O estudo revela que enquanto a média brasileira de crianças de 4 e 5 anos matriculadas na pré-escola é de 91,6%, em estados como Acre, Amapá e Amazonas o índice fica entre 71% e 75%.
 
Os cinco estados com mais baixa oferta de pré-escola estão na Região Norte.
 
Segundo o Plano Nacional de Educação, todas as crianças nessa faixa etária deveriam estar matriculadas até 2016.
 
O estudo também revela que a cobertura de creches nos estados da Região Norte é bem menor do que a média do país. Enquanto no Brasil essa média é de 30,4%, no Amapá este índice é de 6,5% e no Amazonas, de 8,3%.
 
O documento diz ainda que se mantido o atual ritmo de ampliação das vagas, em especial o ritmo mais lento em regiões como o Norte e Nordeste, não será atingida a meta do Plano Nacional de Educação que é de atendimento de 50% das crianças, até 3 anos, em creches até 2024.
 
O estudo aponta também desigualdades na taxa de aprendizado do ensino e nas taxas de analfabetismo da população entre 10 e 17 anos, que também nos estados do Norte e Nordeste chegam a ser de quase o dobro da média nacional.
 
O estudo analisou também a situação do trabalho infantil no Brasil. E as desigualdades regionais seguem presentes.
 
A média nacional de ocupados entre 5 e 17 anos é de 5%, mas em estados como o Piauí, Sergipe e no Rio Grande do Sul, este percentual é maior, e fica entre 7%
Na Região Sul, 6,2% das crianças e adolescentes, entre 5 e 17 anos desempenham alguma atividade, remunerada ou não.
 
Procurados os ministérios da Educação e do Trabalho não se manifestaram sobre o estudo da Abrinq.

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