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02/12/17 09:57

Segundo estudos, soropositivos com carga viral indetectável não transmitem HIV

Foi feito um acompanhamento em 14 países europeus com 1.166 casais
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Com os tratamentos atuais a base de antirretrovirais, cada vez mais pessoas com HIV estão conseguindo reduzir a carga viral no sangue para níveis indetectáveis por testes laboratoriais. Em um seminário no Rio de Janeiro que marcou o Dia Mundial da Luta contra a Aids, o médico e pesquisador Esper George Kallás destacou pesquisas recentes apontando que os indivíduos nesta condição deixam de transmitir o vírus. Durante o evento, que ocorreu hoje (1º) no Museu do Amanhã, ele fez uma exposição sobre o quadro atual e as perspectivas do tratamento e da prevenção.

Professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Esper diz que, quando a carga viral se torna indetectável, a pessoa não transmitirá o HIV nas relações sexuais, mesmo dispensando o uso de camisinha. Um dos principais estudos que apontaram nesta direção foi conduzido pela universidade inglesa College London.

"Foi feito um acompanhamento em 14 países europeus com 1.166 casais, onde havia um positivo para HIV e outro negativo. Ao longo do período estudado, eles estimaram que foram feitas 58 mil relações sexuais sem preservativo e foram constatadas zero infecções", relatou.

"Isso trouxe o conceito de tratamento como prevenção. Então, aquela ideia de tratar todos aqueles que vivem com HIV não traz apenas benefícios pessoais. Traz benefícios comunitários e epidemiológicos, na medida em que estas pessoas deixam de transmitir o vírus. Isso, a longo prazo, contribui para a redução da epidemia e também ajuda na diminuição do preconceito em relação a essas pessoas", acrescentou.

De acordo com a página oficial da Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids), já é um consenso crescente entre cientistas que pessoas com carga viral indetectável em seu sangue não transmitem o vírus através de interações sexuais. "Esse conhecimento pode ser empoderador. A consciência de que eles não estão mais transmitindo o HIV sexualmente pode proporcionar um forte senso de que passam a ser agentes de prevenção em sua abordagem para os relacionamentos novos ou já existentes", registra o órgão. Leia mais AQUI.

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