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Prefeituras baianas já gastaram mais de R$ 170 milhões na contratação de artistas para festejos juninos

Até o momento, 276 municípios não informaram os gastos referentes às atrações.

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Foto: Divulgação / Prefeitura Irecê

Mais de R$ 170 milhões já foram desembolsados por 135 prefeituras da Bahia na contratação de atrações para os festejos juninos. Os dados são do ‘Painel de Transparência’ do Ministério Público (MP-BA), que considera como festejo junino todos os eventos com contratações artísticas ocorridos entre os dias 1º de maio e 31 de julho de cada ano.

Segundo o MP-BA, a quantia se refere ao cachê de 1.330 contratações – os nomes das bandas e artistas ainda não foram detalhados. Entre os municípios que informaram os gastos estão as cidades de Amargosa, Cruz das Almas, Ibirataia, Irecê, Itagibá, Jacobina, Lençóis, Salvador, Senhor do Bonfim e Serrinha.

Até o momento, 276 municípios não informaram os gastos referentes às atrações. Outros seis afirmaram ao Ministério Público não terem dados para informar.

A partir do dia 1º de junho, o Painel começará a disponibilizar para consulta pública de toda população os dados já encaminhados e sistematizados pela ferramenta.

Ferramenta de incentivo à transparência pública, ao exercício da cidadania e de apoio à gestão eficiente dos recursos públicos no fomento à cultura e ao turismo baianos, o ‘Painel de Transparência dos Festejos Juninos’ foi concebido e desenvolvido pelo Ministério Público estadual em parceria com os Ministérios Públicos de Contas junto aos Tribunais de Contas do Estado (MPC/TCE) e aos Municípios (MPC/TCM), Tribunais de Contas do Estado (TCE) e dos Municípios (TCM), Rede de Controle da Gestão Pública na Bahia e com o apoio da União dos Municípios da Bahia (UPB), União das Controladorias Internas da Bahia (UCIB), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE/BA), Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Governo do Estado da Bahia. Ele conta com dados voluntariamente fornecidos pelos entes públicos, que são certificados com o selo de transparência nos festejos juninos em reconhecimento à boa prática de gestão pública.

Bahia Notícias

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‘Pequeno gênio’: baiano de 2 anos aprende alfabeto, número e cores em inglês, russo e até coreano

Natural de Feira de Santana, o pequeno Daniel aprendeu a ler e escrever em português sozinho.

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Foto: Arquivo pessoal

Com pouco mais de 1 ano de vida, aprendeu o alfabeto em português. Quando completou 2 anos, já conseguia ler frases no idioma. Aos 2 anos e 10 meses, lê e escreve em português e reconhece letras, números e cores em pelo menos outras três línguas: inglês, russo e coreano.

Essa é a linha do tempo — e de aprendizado — do menino Daniel Mascarenhas da Silva. O futuro poliglota é natural de Feira de Santana, cidade a cerca de 100 km de Salvador.

“Desde novinho, ele tinha interesse em explorar. Sempre foi uma criança muito ativa, mas a partir de 1 ano e 5 meses, a gente começou a perceber que ele tinha interesse por letras e números, já identificando o alfabeto”, contou a mãe do garoto, a esteticista Gabriela Mota, em entrevista ao g1.

Segundo ela, isso aconteceu quando o filho “falava pouquíssimo”. Os pais perceberam que ele entendia os textos nas interações, quando pediam que apontasse as letras e Daniel respondia corretamente.

“Um dia eu estava o arrumando para ir para escola e ele leu o enunciado da reportagem que passava na TV. A gente sabia que ele estava lendo umas palavrinhas, algumas sílabas, mas a partir daí, a gente foi identificado que não era só leitura. Ele também estava escrevendo”.

Gabriela conta que o filho costuma pedir giz de cera e lápis para “brincar de escrever”. Pelo menos nesse ponto, Daniel age exatamente como as demais crianças da sua idade e usa as paredes de casa como quadro.

Telecurso Kids

A esteticista lembra relatos da família de que ela própria também aprendeu a ler e a escrever antes de ir para escola. Ainda assim, o avanço no processo de aprendizagem do filho surpreende.

Ela acredita que a criança tenha aprendido as letras e números assistindo a vídeos na internet. Daniel, inclusive, já demonstra preferência por conteúdos educativos.

“Acho que não tem outra explicação”, pontua a mãe antes de detalhar sua hipótese.

“A gente não deixa ele ficar horas a fio, mas quando estou em casa, eu coloco [telas]. E se você colocar um desenho animado, um Bob Esponja, ele não quer, só quer desenho de letra, educativo”.

Educação especial para a criança excepcional

Ao mesmo tempo que Gabriela e o marido se espantavam com o aprendizado precoce do filho único, eles também se preocupavam com um atraso na fala do menino. Isso fez o casal buscar ajuda médica e psicológica para identificar um possível quadro de autismo, porém, essa possibilidade foi descartada.

Daniel passou a falar mais e melhor quando começou a frequentar uma creche-escola, o que também colaborou para a sociabilidade dele na interação com outros colegas. Com isso, o casal se voltou para outra preocupação: encontrar um ambiente que estimule o interesse de Daniel nos estudos.

De acordo com a esteticista, foi isso que os motivou a criar um perfil para compartilhar as habilidades do “pequeno gênio” nas redes sociais. “A gente já sabe que precisa de educação especial. A escola convencional abraça da forma que pode, mas a longo prazo, ela não vai conseguir mantê-lo engajado da forma que ele precisa”, avalia a mãe.

O desejo de Gabriela é conseguir uma bolsa de estudos em uma escola que favoreça as aptidões do menino. Para isso, aos poucos, o talento dele vai sendo compartilhado na internet, onde o casal mostra o crescimento do filho em meio a leituras, escrita e jogos que estimulam o aprendizado de línguas.

Conteúdo G1

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Internações por queimaduras de fogos de artifício cresce na Bahia entre 2021 e 2023; estado é o 3º com mais casos em jovens

Os dados foram obtidos pela reportagem do Bahia Notícias, através de um levantamento da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia.

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Foto: Reprodução Saúde Business

A Bahia registrou um pequeno aumento no número de internações por queimaduras de fogos de artifício, entre os anos de 2021 e 2023. Os dados foram obtidos pela reportagem do Bahia Notícias, através de um levantamento da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), por meio do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIHSUS).

O estudo traz informações da quantidade dessas internações na rede pública estadual em cada ano e em cada mês, mas sem contar o período do São João, considerado por especialistas um dos mais incidentes. O maior número obtido foi em 2023 com 68 casos, contra 62 em 2022 e 55 em 2021. Foram registradas 13 novas internações durante este período.

Antes, no ano de 2020, foram obtidos cerca de 82 hospitalizações por queimaduras e em 2019 um total de 142. Os números, que correspondem às internações na rede SUS até o mês de março de 2024, foram atualizados no dia 08 de maio e acessados no último dia 03 de junho.

Vale lembrar que a Bahia também obteve a 3º posição no ranking de crianças e adolescentes internadas em decorrência de acidentes com queimaduras nos últimos 2 anos no Brasil, com 1.572 internações, conforme Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). O estudo mostrou apenas casos graves, com indicação de acompanhamento hospitalar.

Os resultados apontaram também que crianças de 1 a 4 anos de idade são as maiores vítimas, totalizando 6,4 mil internações, entre 2022 e 2023, em todo o país. Logo em seguida, aparecem as faixas de 5 a 9 anos com 2.735 hospitalizações; de 15 a 19 anos (1.893); de 10 a 14 anos (1.825); e menores de 1 ano (1.051).

QUEIMADOS NO SÃO JOÃO

Um outro balanço da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) trouxe uma redução no número de atendimentos a vítimas de queimaduras durante o São João deste ano nas unidades estaduais de referência. A pasta informou que a quantidade de atendimentos foi inferior em comparação aos dados de 2023 (veja aqui). No geral, em 2024, houve 66 ocorrências, contra 71 do ano passado, uma redução de 7%. Os números são referentes aos atendimentos realizados entre 20 de junho até o dia 25 de junho.

Uma das unidades de referência do Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, o número de atendimentos foi exatamente o mesmo nos dois anos: 47. Destes, 32 foram por explosões de bombas e 15 por queimaduras diversas. Aproximadamente metade dos pacientes foi oriunda do interior do estado. O número preocupante é que, dos 47 pacientes, 21 eram menores de 13 anos, ou seja, 44,6%. No entanto, não houve registros de pacientes graves.

No interior do Estado, o Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus (HRSAJ), no Recôncavo, recebeu a maior parte dos pacientes e também teve uma boa redução de atendimentos. Em 2024, foram 13 ocorrências, cinco a menos que no ano passado. Quatro pacientes eram moradores de SAJ e os outros nove dos municípios de Muritiba, Governador Mangabeira, Cruz das Almas e Lauro de Freitas.

FALTA DE ORIENTAÇÃO E MAIOR ACESSO

A dermatologista Andreia Ramos da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) comentou que um dos motivos que influencia as hospitalizações por queimaduras é o maior acesso da população aos fogos de artifícios, principalmente em períodos festivos, a exemplo do São João e do Réveillon.

“As estatísticas correspondem aos casos mais graves, pois muitas pessoas não procuram atendimento, já que a maioria das situações são mais leves, queimaduras de primeiro grau que as pessoas tratam em casa mesmo. Eu acredito que seja mais pela aumento da exposição neste período”, apontou.

A especialista apontou ainda que a falta de orientação e imprudência no uso de fogos de artifício também influência para internações decorrentes de queimaduras.

“Aumenta a exposição e a imprudência. Então para evitar [acidentes] as pessoas precisam seguir as recomendações, especialmente nessas épocas especiais, em que tem uma tradição de uso de fogos, realmente aumenta muito o número [de internações]. Acontece uma maior exposição e maior imprudência no uso de fogos, falta de cuidado, pois a gente nunca acha que vai acontecer conosco”, afirmou.

A dermatologista alertou ainda para os riscos de queimaduras mais profundas.

“A partir de 10% de crianças, algumas áreas do corpo, rosto, mãos, região genital, são mais arriscadas, então precisa de atendimento médico de qualquer extensão. Crianças, idosos, patentes que têm insuficiência renal, diabetes, insuficiência cardíaca são patentes que têm mais risco, então eles precisam de um acompanhamento médico”, observou.

Bahia Notícias

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Bahia está entre os dez piores estados em progresso social do país, revela IPS Brasil

Estado aparece na 19º posição; insegurança e educação receberam as piores notas

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Crédito: Arisson Marinho/CORREIO

Os brasileiros ganharam mais uma maneira de comparar as condições de vida nos municípios. Pela primeira vez, o Índice de Progresso Social (IPS), ferramenta criada em Harvard, nos Estados Unidos, foi aplicada no país. Mais de 50 indicadores sociais e ambientais foram analisados e geraram uma nota média para cada cidade e estado do Brasil. As notícias não são boas para a Bahia, que ficou entre os dez piores estados em progresso social. Na região Nordeste, só está à frente de Alagoas e Maranhão.

Os aspectos analisados foram divididos em 12 grupos principais. O objetivo da pesquisa é medir os resultados dos investimentos sociais feitos nos municípios. Os piores desempenhos da Bahia foram em acesso à educação superior (33,99), direitos individuais (35,67) e segurança pessoal (42,2). A nota máxima para cada um deles é 100.

Os três indicadores puxaram a média da Bahia para baixo, que ficou em 57,85 – inferior à nota geral do Brasil (61,83). O estado ocupa a 19º posição no ranking de estados.

Para estipular a nota para a educação, o Índice de Progresso Social levou em consideração quatro aspectos: empregados com ensino superior, mulheres empregadas com ensino superior e nota média no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O desempenho da Bahia surpreendeu negativamente os pesquisadores, como conta Beto Veríssimo, coordenador do IPS Brasil.

“A Bahia tem muito o que melhorar em educação e, para isso, deve olhar para experiências de estados como Ceará e Pernambuco. Nos surpreendeu que a Bahia estivesse com notas tão críticas nesse tema. Pela sua condição de renda, o estado deveria ter uma posição melhor do que a que teve”, analisa o pesquisador. Os estados vizinhos citados tiveram nota 36,55 e 35,51 neste quesito, respectivamente.

Questionada sobre o desempenho da Bahia no segmento, a Secretaria de Educação da Bahia (SEC) ressaltou que “o governo do estado tem a educação como principal elemento de formação da sociedade e oferece condições para que os estudantes possam acessar o ensino superior”. A pasta citou alguns dos incentivos criados, como o plano de ação “Tô com você no Enem”, que apoia os candidatos com incentivo desde a inscrição até a realização da prova, inclusive com a oferta do transporte nos dias do exame.

“Os estudantes matriculados em cursos de graduação nas quatro universidades públicas estaduais são beneficiados pelo Mais Futuro, programa do Governo do Estado que visa apoiar a frequência em sala de aula e proporcionar melhores condições de aprendizagem, ajudando os universitários beneficiados a se manterem e concluírem seus estudos”, complementa a SEC.

Em maio deste ano, o Mapa do Ensino Superior do Brasil revelou que a Bahia tem a 2º pior taxa de jovens entre 18 e 24 anos matriculados no ensino superior. Apenas 13,3% das pessoas nessa faixa etária estão nas universidades. Para Eniel do Espírito Santo, professor e pesquisador da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), os dados apontam para as dificuldades de colocar políticas de inclusão em prática.

“O estado possui muitas desigualdades sociais e mesmo as políticas de inclusão das universidades públicas não são suficientes para atender a demanda. Muitas pessoas dessa faixa etária estão em situações de vulnerabilidade em que precisam trabalhar e, por isso, não conseguem ingressar no ensino superior”, diz.

A partir das notas de cada uma das 5.568 cidades brasileiras, o IPS elaborou um mapa colorido do país. Quanto mais avermelhada a cor para o município, menor a sua nota. Os tons de azul mais escuros representam as cidades com as maiores médias. De forma geral, estados do Sul e Sudeste têm predominância azul; enquanto no Nordeste o amarelo predomina e, no Norte, o vermelho. Os estados que compõem o Centro-Oeste possuem a maior variedade.

Para Beto Veríssimo, a distribuição de cores revela as desigualdades regionais do país. “Estados da região Nordeste, como Bahia e Alagoas, têm notas muito atrás do Ceará, por exemplo. Mesmo dentro das regiões, existem diferenças. É como se houvesse mais de um Brasil”, diz. O município brasileiro com a maior nota foi Gavião Peixoto, em São Paulo, que teve pontuação de 74,49. No extremo oposto, Santa Rosa dos Purus, no Acre, teve 43,78.

Correio da Bahia

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