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SAÚDE

Saiba como a alimentação saudável pode auxiliar na prevenção das Doenças Inflamatórias Intestinais

O Maio Roxo, mês de conscientização das Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs), chama a atenção para as patologias gastrointestinais.

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Imagem Ilustrativa | Foto: Pixabay

O Maio Roxo, mês de conscientização das Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs), chama a atenção para as patologias gastrointestinais que afetam cerca de cinco milhões de pessoas no planeta, segundo dados da Sociedade Brasileira de Coloproctologia. Essas enfermidades ocorrem quando o intestino tem sua função prejudicada em uma ou mais partes, causando, entre outros problemas, a diminuição da absorção de nutrientes, etapa que ocorre no intestino delgado.

A nutricionista do Sistema Hapvida, Cíntia Menezes, explica que as causas dessas disfunções são multifatoriais e vão desde fatores genéticos até físicos e comportamentais, como tabagismo, desordens da microbiota intestinal, falta de fibras e água, estresse, depressão e ansiedade o que eleva a sensibilidade das células nervosas no intestino. A idade também tem influência, visto que a capacidade de absorção de alguns nutrientes diminui com o passar dos anos.

“Os sintomas mais comuns incluem perda repentina de peso, mudanças nos hábitos intestinais, sensação de estufamento, desconforto abdominal, acúmulo de gases, aquela sensação de barriga inchada, cólicas intestinais, diarreia, constipação (intestino preso) e sangue nas fezes”, enumera a especialista.

Manter hábitos de alimentação saudáveis é decisivo também nestas situações, sendo extremamente importantes para prevenir – e também tratar – problemas no sistema gastrointestinal. “Uma alimentação equilibrada vai auxiliar na prevenção de patologias como a Doença de Crohn e Retocolite, e também outras enfermidades. É importante garantir a ingestão de água, carboidratos, proteínas, lipídios, fibras solúveis ou insolúveis, a depender do caso, além de vitaminas e minerais, de acordo com a necessidade de cada indivíduo, considerando seu estado nutricional”, orienta.

Com o desequilíbrio na absorção de nutrientes, é comum o desenvolvimento de carências nutricionais, que precisam ser ajustadas a partir de uma avaliação com o nutricionista. Cabe a este profissional elaborar um plano alimentar a fim de recuperar ou manter o estado nutricional daquele paciente.

“O plano alimentar é traçado de acordo com a fase em que a doença se encontra. A orientação é evitar alimentos picantes, café, alimentos industrializados, chás escuros e bebida alcoólica”, diz a nutricionista, alertando para a importância do diagnóstico precoce e início do tratamento o mais rápido possível. “A fim de proporcionar bem-estar ao paciente, facilitar a cicatrização e reestruturação da mucosa gástrica e alívio dos sintomas”, explica.

De acordo com a nutricionista, o tratamento é individualizado, então é indispensável o acompanhamento médico e nutricional, seguir as orientações medicamentosas, preferências alimentares, consumo de água, fibras e suplementação, quando necessário.

Tribuna do Recôncavo

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SAÚDE

Brasil apresenta queda na doação de pele e bancos podem ficar vazios

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Foto: Unsplash

Dados do Ministério da Saúde mostram que o ano de 2021 sofreu uma redução de cerca de 30% no total de pele armazenada para transplante, em comparação com 2019. Este é o armazenamento mais baixo do país desde 2015. As informações são da CNN Brasil.

No Brasil, há cinco bancos de pele que são responsáveis pela captação, preparo e armazenamento do tecido humano utilizado como curativo biológico em casos de graves queimaduras e até de lesões decorrentes de doenças congênitas.

De acordo com a publicação, o Banco de Tecidos da Divisão de Cirurgia Plástica e Queimaduras do Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo, enfrenta uma baixa histórica. Em janeiro deste ano, o banco chegou a não ter tecido.

Atualmente esse banco possui em média 3.400 cm² de pele, quantidade capaz de atender no máximo três pacientes com queimaduras graves. Em 2018, o estoque era quase dez vezes maior, de 30 mil cm².

No Rio de Janeiro, o Banco de Pele do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) não tem tecido disponível no estoque. O Banco de Pele da Irmandade Santa Casa de Misericórdia, de Porto Alegre, também está com o estoque zerado.

A doação de pele acontece quando um paciente morre e, ao ser ofertada a possibilidade, a família autoriza a retirada do tecido.

À CNN, o ministério informou que trabalha para a ampliação dos estoques, visando prevenir a falta do tecido em situações de grandes emergências e que, apesar da redução dos estoques, a oferta do tecido ainda não foi impactada.

Bahia Notícias

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SAÚDE

Fiocruz desenvolve índice para medir desigualdade social na pandemia

Lançamento será amanhã, às 15h, em evento online.

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Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

O Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), sediado em Salvador, desenvolveu índice que possibilita a avaliação dos efeitos das desigualdades sociais na pandemia de covid-19. Ele mostra que a maioria dos municípios que melhoraram a situação encontra-se nas regiões Sudeste e Sul. Ao mesmo tempo, revela que mais de 90% dos municípios do Norte e Nordeste continuam registrando os piores cenários de desigualdade.

O trabalho foi viabilizado por meio do financiamento de edital internacional, lançado no âmbito da Aliança Internacional para Dados sobre Covid-19 (Icoda) pelo Health Data Research UK, institituto nacional do Reino Unido dedicado à ciência de dados em saúde. O índice será lançado oficialmente amanhã (30) às 15h, em evento online, e poderá ser acompanhado por qualquer interessado, mediante inscrição.

Todos os dados ficarão disponíveis na internet e poderão ser visualizados em um painel dinâmico. A ferramenta permitirá a exploração de forma a comparar regiões, estados, macrorregiões de saúde, capitais e municípios.

O Índice de Desigualdades Sociais para Covid-19 (IDS Covid-19), com foi batizado, foi obtido a partir do cruzamento de informações de diferentes fontes, tais como o Censo Demográfico de 2010, o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), o Índice Brasileiro de Privação (IBP) e levantamentos do Instituto Brasileiro de Georgrafia e Estatística (IBGE). Foram levados em conta dados variados, entre eles a distribuição demográfica, as características das macrorregiões de saúde e a disponibilidade de respiradores e de leitos de unidades de Terapia Intensiva (UTI), além de indicadores sociais como percentual de população de baixa renda, taxa de analfabetismo e quantidade de pessoas vivendo em domicílios inadequados.

“Esperamos contribuir para monitorar a pandemia, aprofundando o conhecimento sobre o impacto das desigualdades sociais em saúde na covid-19 e em outras emergências de saúde pública”, diz a epidemiologista Maria Yuri, vice-coordenadora do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde da Fiocruz.

O índice foi calculado para quatro momentos: primeiro para fevereiro de 2020, antes do início da pandemia no Brasil, e depois para julho de 2020, março de 2021 e janeiro de 2022. Dessa forma, foi possível comparar as diferenças ao longo do tempo, levando em conta a classificação em quintis, indo de 1 a 5: quanto maior, pior é a situação da desigualdade.

O quadro mais preocupante foi observado na Região Norte, onde 98% dos municípios já se encontravam nos quintis 4 e 5 antes da pandemia. De fevereiro de 2020 e janeiro de 2022, 92% deles mantiveram o índice. Apenas 69 municípios registraram alguma melhora em algum dos momentos analisados, quando comparado com o momento anterior.

“Não foi suficiente para reduzir os efeitos da pandemia na população. Os municípios da Região Norte encontram-se nos agrupamenos de maior intensidade da incidência e de mortalidade”, observa Maria Yuri. De acordo com a epidemiologista, a desigualdade pode ser determinante para a saúde ao reforçar diferenças no acesso e na qualidade dos recursos disponíveis.

A análise dos índices dos quatro momentos diferentes também revela que quanto maior a desigualdade, maior a taxa de mortalidade acumulada. “Geralmente são maiores nos municípios com os piores indicadores de renda, de escolaridade, de condição de moradia e de maior proporção de idosos em condição de pobreza”, diz Maria Yuri.

Segundo ela, tem sido muito repetido o discurso de que a pandemia agravou desigualdades pré-existentes, uma vez que afetou a economia. Foi a falta de um índice que pudesse diagnosticar de forma mais precisa essa realidade que motivou os pesquisadores da Fiocruz. De acordo com a especialista, a metodologia pode ser aplicada a outros países de baixa e média renda. Instituições científicas do Paquistão já manifestaram interesse em realizar um estudo.

Políticas públicas

Passados mais de dois anos do início da pandemia de covid-19, o Brasil registra mais de 32 milhões de casos e mais de 670 mil mortes, estando entre os países do mundo que apresentam os dados epidemiológicos mais elevados. Para Maria Yuri, o IDS Covid-19 pode ajudar no desenvolvimento de estratégias voltadas para melhorar o enfrentamento à doença.

“Esse indicador pode apoiar os gestores públicos e as comunidades na identificação da situação de desigualdade social em saúde para covid-19”, afirma a epidemiologista. Ela observa que mesmo quando há investimento e aumento de recursos, o resultado esperado pode não ser alcançado devido a não observação de realidades locais – daí a importância do planejamento com base em dados. Maria cita o exemplo das distâncias na Região Norte.

“Mesmo que aumente o número de leitos na cidade-sede de uma macrorregião de saúde, o acesso depende, por exemplo, das condições e do tempo de transporte. Depende da população ter uma renda melhor para se deslocar. No Sul e no Sudeste, geralmente as distâncias entre os municípios são pequenas e é mais fácil para a população chegar a uma unidade de saúde mais complexa”, acrescenta.

Maria Yuri lembra que estratégias de transferência de renda, ações de estímulo à geração de emprego, melhoria nas condições de habitação e pavimentação de estradas são exemplos de políticas sociais que podem gerar mudanças nas possibilidades da população de acesso à saúde. Ela destaca a importância de se levar em conta o princípio da regionalização do Sistema Único de Saúde (SUS), pelo qual se pode definir hierarquias e prioridades.

“Devemos tratar os desiguais com outro olhar. Houve uma melhoria no Sudeste e no Sul por causa da capacidade de investimento na área de saúde. O Norte e o Nordeste dependem fortemente do SUS”, afirma.

Agência Brasil

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SAÚDE

Brasil tem 17 casos confirmados para a varíola dos macacos

Nessa sexta-feira, um novo caso foi confirmado em São Paulo.

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Foto: REUTERS / Dado Ruvic

O Brasil registra, no momento, um total de 17 casos confirmados para a varíola dos macacos – monkeypox –, sendo 11 em São Paulo, dois no Rio Grande do Sul e quatro no Rio de Janeiro. Outros dez casos seguem em investigação. Do total de caso, cinco seriam autóctones, o que significa que houve transmissão local da doença. Dois deles no Rio de Janeiro e três em São Paulo.

Nesta sexta-feira (24), a pasta foi notificada de três novos casos da doença no país, sendo dois no estado do Rio de Janeiro e outro no estado de São Paulo, confirmados pelos laboratórios da Fiocruz-RJ e Adolf Lutz em São Paulo.

Os dois casos do Rio de Janeiro já tinham sido confirmados pela prefeitura na noite de quinta-feira (23).

Em São Paulo, trata-se de um caso importado, com histórico de viagem para a Europa. O paciente é do sexo masculino, 29 anos, residente na capital paulista. Segundo informações do MS, os casos apresentam quadro clínico estável, sem complicações e estão sendo monitorados pelas Secretarias de Saúde dos estados e municípios.

São Paulo

Ontem (23), o Ministério da Saúde foi notificado de três casos autóctones confirmados para a varíola dos macacos no estado de São Paulo, segundo divulgou a pasta. São três pacientes do sexo masculino, residentes na capital paulista, com idade entre 24 e 37 anos, sem histórico de viagem para países com casos confirmados.

De acordo com o MS, os casos ainda estão em investigação para a busca de vínculos de transmissão. Eles estão isolados, com quadro clínico estável, sem complicações e sendo monitorados pelas Secretarias de Saúde do Estado e do município.

Agência Brasil

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