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SAÚDE

Brasil pode atingir marca de 4,2 milhões de casos de dengue em 2024

O primeiro grupo a receber a vacina será de crianças entre 10 a 11 anos.

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A secretária de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, afirmou que o Brasil pode atingir  4,2 milhões de casos de dengue em 2024. A declaração foi feita nesta sexta-feira (9), mesmo dia em que a campanha de vacinação no Sistema Único de Saúde (SUS) começou, a partir do Distrito Federal, local com mais casos.

“Estamos vendo uma antecipação de casos que não tínhamos visto nas outras epidemias de dengue. Geralmente, os casos são fim de março e começo de abril (…). Com isso, temos muitas crianças e adolescentes que nunca tinha entrado em contato com o vírus”, disse a secretária ao afirmar que até o final de março, haverá uma cobertura total dos 100% dos municípios  das 521 cidades selecionadas para receber o imunizante Qdenga.

O primeiro grupo a receber a vacina será de crianças entre 10 a 11 anos. Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação vai avançar progressivamente à medida que os novos lotes forem entregues pela fabricante. Segundo Ethel Maciel a escolha do grupo tem como base o  maior índice de hospitalização, que é de pessoas entre 10 a 14 anos.

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SAÚDE

Dengue: cai para 110, número de cidades baianas em situação de epidemia; 85 mortes são registradas

A dengue é uma doença febril aguda, sistêmica, dinâmica, debilitante e autolimitada. A maioria dos doentes se recupera, porém, parte deles podem progredir para formas graves, inclusive virem a óbito.

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Foto: Reprodução

Foram confirmados pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), até esta segunda-feira (17,6), 85 casos de óbitos por dengue ocorridos, em 2024, no estado. Ao todo, são 218.011 casos prováveis da doença registrados em território baiano, entre eles, 3.536 foram considerados graves.

Pelo menos um dado é animador, quando se fala sobre a enfermidade no estado. O número de municípios que estão em situação de epidemia apresenta uma queda. Em meados de abril, eram 269 entre as 417 cidades baianas. Hoje, 110 se encontram na situação.

SOBRE A DOENÇA

A dengue é uma doença febril aguda, sistêmica, dinâmica, debilitante e autolimitada. A maioria dos doentes se recupera, porém, parte deles podem progredir para formas graves, inclusive virem a óbito. A quase totalidade dos óbitos por dengue é evitável e depende, na maioria das vezes, da qualidade da assistência prestada e organização da rede de serviços de saúde.

Todo indivíduo que apresentar febre (39°C a 40°C) de início repentino e apresentar pelo menos duas das seguintes manifestações – dor de cabeça, prostração, dores musculares e/ou articulares e dor atrás dos olhos – deve procurar imediatamente um serviço de saúde, a fim de obter tratamento oportuno.

No entanto, após o período febril deve-se ficar atento. Com o declínio da febre (entre 3° e o 7° dia do início da doença), sinais de alarme podem estar presentes e marcar o início da piora no indivíduo. Esses sinais indicam o extravasamento de plasma dos vasos sanguíneos e/ou hemorragias, sendo assim caracterizados:

  • Dor abdominal (dor na barriga) intensa e contínua;
  • Vômitos persistentes;
  • Acúmulo de líquidos em cavidades corporais (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico);
  • Hipotensão postural e/ou lipotímia;
  • Letargia e/ou irritabilidade;
  • Aumento do tamanho do fígado (hepatomegalia) > 2cm;
  • Sangramento de mucosa; e
  • Aumento progressivo do hematócrito.

AratuOn

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SAÚDE

Saúde lança nova campanha de vacinação contra covid-19

Proposta é imunizar pelo menos 70 milhões de pessoas.

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Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

Após receber a primeira remessa de doses atualizadas contra a covid-19, o Ministério da Saúde lançou uma nova campanha de vacinação contra a doença. A proposta é imunizar pelo menos 70 milhões de pessoas.

Na primeira quinzena de maio, o Brasil recebeu 9,5 milhões de doses atualizadas com a variante XBB.1.5. Em nota, o ministério informou que as vacinas estão em processo de distribuição aos estados, de acordo com o agendamento junto à operadora logística.

“Muitos estados já começaram a aplicar as vacinas monovalentes XBB. O primeiro lote começou a ser entregue no dia 9 de maio aos estados, que têm autonomia para começar a aplicação imediatamente.”

O quantitativo de doses, segundo a pasta, configura uma espécie de aquisição emergencial, suficiente para abastecer estados e municípios até que as próximas aquisições sejam concluídas.

“As primeiras doses possuem data de validade para os meses de junho e julho de 2024, inscrita nos frascos, mas estendida pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] para setembro e outubro de 2024, conforme recomendado por órgãos de avalição internacional.”

Nova vacina

De acordo com a pasta, o perfil de segurança da vacina covid-19 monovalente XBB é conhecido em razão do amplo uso em outros países e semelhante ao das versões bivalentes, “com a vantagem adicional de ser adaptada para a variante XBB.1.5”.

“As vacinas ofertadas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) são eficazes, efetivas, seguras e passam por um rigoroso processo de controle de qualidade antes de chegarem aos braços da população.”

Esquema vacinal:

Confira o esquema vacinal recomendado pelo Ministério a partir de 1º de janeiro de 2024:

  • para crianças de 6 meses a menores de 5 anos, a vacina foi incluída no calendário de vacinação;
  • uma dose anual ou semestral para grupos prioritários com 5 anos de idade ou mais, independentemente do número de doses prévias recebidas;
  • pessoas com mais de 5 anos que não pertencem aos grupos prioritários poderão receber uma dose.

“O Ministério da Saúde enfatiza que as vacinas disponíveis nos postos de vacinação continuam efetivas contra as variantes em circulação no país. O esquema vacinal completo, incluindo as doses de reforço, quando recomendado, é essencial para evitar formas graves e óbitos pela doença”, destaca a pasta.

Agência Brasil

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SAÚDE

Gestantes com sífilis têm maior chance de parto prematuro, diz Fiocruz

Testagem para sífilis deve ser realizada no primeiro trimestre.

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Foto: arquivo / MDS

Um estudo da Fiocruz Bahia concluiu que crianças nascidas de gestantes com sífilis apresentam maior prevalência de prematuridade, que chega a 14%. Nos casos daquelas nascidas de mulheres sem a infecção este índice cai para 10%.

Além disso, a doença sexualmente transmissível afeta a saúde dos bebês em outros aspectos, com aumento da prevalência de baixo peso ao nascer e de pouca estatura na idade gestacional.

O estudo conclui ainda que, quanto mais avançada estiver a infecção, maiores as chances de a criança apresentar alguma questão de desenvolvimento.

Noutro ponto, a análise dos grupos pelo número de consultas pré-natal mostrou que filhos de gestantes que compareceram a menos de seis atendimentos possuem maior probabilidade de apresentar problemas.

A recomendação oficial do Ministério da Saúde é de que a testagem para sífilis seja realizada durante o pré-natal, preferencialmente no primeiro trimestre da gravidez.

A pesquisadora Helena Matos, responsável pelo estudo, reforça a importância desse acompanhamento na gestação e do tratamento adequado para a doença.

“No nosso estudo nós identificamos que o pré-natal adequado, com pelo menos aí seis visitas durante o pré-natal, que é o recomendado pelo Ministério da Saúde, e o tratamento da sífilis durante a gestação, tinham um potencial de diminuir as chances de um desfecho negativo”.

Além de alertar para a importância de tratamento do parceiro da mulher, a pesquisadora explica como devem ser os cuidados com a criança, caso seja diagnosticada também com sífilis.

“Geralmente a criança passa por uma triagem, é um teste rápido para a detecção da sífilis, e caso ela seja diagnosticada, também recebe o tratamento adequado, com a penicilina”.

Para as conclusões apresentadas, o estudo considerou dados de mais de 17 milhões de registros, obtidos no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos.

Agência Brasil

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